WEG integra o maior desafio tecnológico do Brasil

Captura de Tela 2014-06-02 às 11.30.52A WEG aceitou o desafio tecnológico de fabricar componentes para o Sirius, maior projeto científico brasileiro para a construção de um novo acelerador de elétrons, que irá competir com outras máquinas de ponta da Europa, América do Norte e Ásia. Concebido pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Si- rius será a nova máquina aceleradora de elétrons a ve- locidades próximas da luz, que irá produzir uma fonte de luz intensa com alto poder de penetração. Primeira parceira consolidada, a WEG irá desenvolver os ele- troímãs responsáveis pela trajetória dos elétrons.

O síncrotron ajudará em pesquisas que vão desde a busca por no- vos remédios até o desenvolvimento de equipamentos para extrair o petróleo do pré-sal. Considerado a melhor ferramenta para in- vestigação de materiais, será cinco vezes maior e mais avançado do que o UVX, em operação no Brasil desde 1997. Atingirá mais do que o dobro da energia e terá a menor emitância do feixe de elétrons do mundo. Em ordem de grandeza, o brilho será bilhões de vezes maior em algumas faixas de energia, principalmente em “raio x duro”, para penetração em materiais espessos. “Cerca de De acordo com o físico Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, esse tipo de parceria gera impactos variados para as empresas.

“Para uma grande companhia, a interação é vantajosa por- que envolve suas equipes em desafios sofistica- dos e ela se credencia como fornecedora no mer- cado de aceleradores”, assinala. Segundo Antônio Cesar da Silva, diretor de Marketing e Relações Institucionais da WEG, a fabricação dos eletroímãs é um desafio para a empresa, já que eles não são produtos habituais da linha de produção. “Sempre fomos movidos por desafios na área tecno- lógica e nossos engenheiros estão muito motivados para desenvolver esta solução”, afirma. 30 países contam com laboratórios desse tipo.

O Sirius foi dese- nhado para ser o melhor da sua categoria, está no estado da arte”, garante Roque. A obtenção da emitância está relacionada à qualidade dos com- ponentes que serão fabricados pela WEG. Os eletroímãs formam o coração do acelerador, ao guiar a trajetória dos elétrons dentro do anel. “Uma inovação para o mercado nacional, já que nenhuma empresa do país produz um eletroímã com qualidade necessária para construir um acelerador como o Sirius”, assinala o físico.

fonte: Revista WEG